ALEATÓRIO
Tal como o título indica o capítulo de hoje será completamente aleatório. É um daqueles momentos em que sinto e penso muita coisa ao mesmo tempo e como eu sei que escrever é a minha melhor terapia, decidi despejar tudo aqui em vez de o fazer no meu diário. Para que possam ver que toda a gente tem destes chiliques nervosos que nem sabemos se havemos de estar sentados, de pé, se fazemos isto ou aquilo e que toda a gente tem pensamentos às vezes completamente descabidos, mas que por vezes nos incomodam e é preciso dirigirmo-nos a eles também simplesmente porque é necessário, para tentar obter alguma paz após os expormos.
Animais. Sempre fui uma grande "adoradora" de animais e, portanto, sempre sonhei ter um cão, um gato, um animal de estimação. Aliás eu dizia que queria ser veterinária, mas entendo agora que não o iria conseguir ser devido à carga emocional que às vezes pode ser, devido a certos animais que pudessem aparecer (cobras por exemplo), etc. Acontece que há uns anos após ter presenciado a morte de uma gatinha que andava aqui por casa, os meus pais deixaram-me ter um gato e no ano a seguir outro. Tenho dois gatinhos lindos que é como se fosse meus filhos. E eles são uns dos motivos por que me custa pensar na ida para a universidade, deixá-los uma semana e só os ver ao fim-de-semana, porque tenho medo que fiquem tristes (para mim os animais são como os humanos), que deixem de gostar de mim, olhem uma carga de coisas. E mais eu já fui de férias e já os deixei com família e correu tudo muito bem (tirando uma vez que um gato ficou trancado num "anexo" em casa por 4 dias e não o descobriram, mas felizmente estava vivo quando chegamos e ficou tudo bem) e eu diverti-me nas férias, perguntava por eles todos os dias, eles estavam bem, mas custa pensar em deixá-los. Às vezes choro de pensar nisso porque sou mesmo apegada a eles, mas, enfim, que se há de fazer.
Momentos. Coisas. Sou muito apegada aos dois. Faz-me confusão pensar em deixar as minhas coisas e começar outra história, eu sei que não sei deixa o que não quisermos para trás, mas tenho sempre esse medo. Fico triste de pensar, por exemplo, no meu pai a almoçar sozinho ao meio dia apesar de ele já ter feito inúmeras vezes porque na verdade o que tenho medo (acho eu) é do eles terem que se habituar a estarem sem mim e eu sem eles. A solidão sempre foi algo que me assustou muito. Porque eu senti-me muitas vezes sozinhas e é um dos piores sentimentos do mundo e eu detesto senti-lo. Eu até gosto de estar sozinha às vezes, mas não por muito tempo. E é difícil enfrentar uma batalha onde acabo por perder sempre alguma coisa: se for para a universidade, deixo para trás uma história e sim eu sei que não é bem assim, mas ninguém consegue compreender o que eu sinto e o porquê de isto me doer tanto porque eu não o sei explicar; mas se ficar perco muito mais...perder-me-ei a mim, mesmo que acabe a fazer algo que até não desgoste vou sempre ter o "e se" na cabeça, mas vai muito mais além disso...eu não consigo passar por esta "perda" uma terceira vez. Mesmo que tenha um plano B ou que já tenha mais compreensão das coisas como são eu sei que não aguento toso este sofrimento uma terceira vez. E por isso é que eu não posso deixar chegar a esse ponto. É difícil até para mim traduzir em palavras tudo o que quero transmitir, e ainda ficou tanto por dizer...
"Um passo de cada vez, um dia de cada vez. Teremos sempre o amanhã para tentar outra vez. Afinal de contas, nenhuma tristeza dura para sempre..."