DECISÕES

25-02-2021

Pelo menos uma coisa boa de pensar demasiado em tudo é que assim tenho material para novos capítulos todas as semanas. E esta semana tive a (in)feliz sorte de me lembrar que com os exames que tenho só posso voltar a concorrer este ano (caso não faça mais exames e porque eles têm validade de 3 anos). Obviamente que comecei logo a "panicar" e a pensar: "esta é a última hipótese que tenho". Claro que isto deu logo origem a uma espiral interminável de preocupação, sonhos atribulados e ansiedade mal acorde de manhã. É que também comentei isto com a minha mãe e, não no sentido de me pressionar, disse "tens que tomar uma decisão". Ótimo. Logo eu que sou péssima a tomar quaisquer decisões.

Porque existem várias variantes: seguir aquilo que eu acho que quero; jogar pelo seguro e escolher algo que gosto na cidade onde a minha irmã trabalha; e não mencionando o facto de que gosto de várias coisas e ao mesmo tempo sou esquisita com as coisas mais pequenas. Porque por exemplo eu sei perfeitamente que (ela apoia-me seja a decisão que eu tomar) a minha mãe "gostava" que eu fosse para o Porto estudar para a beira da minha irmã: assim ela "tomava conta" de mim, nenhuma de nós estava sozinha, tínhamos uma casa só para nós, estávamos mais perto, etc etc. Aliás eu própria já pensei nessa hipótese e mais até foi o que fiz neste último ano letivo, apesar de não ter acontecido porque o medo estragou tudo mais uma vez. Shocking, eu sei.

No entanto o curso porque eu me apaixonei em primeiro lugar, o sítio mais perto onde existe é em Aveiro. Eu já lá fui visitar e sei que gostei do formato da universidade, é diferente das outras, a cidade em si não conheci assim muito, mas pronto era uma cidade como outra qualquer. O problema reside onde perguntam vocês: eu quando penso em ir para um lado arranjo defeitos nalguma coisa, mudo de ideias para ir para outro curso/sítio e arranjo defeitos aí também, num loop constante. Por exemplo, na minha cabeça eu não me daria muito bem no porto por ser uma cidade maior, mais agitada, até porque por um lado queria estar sozinha, ter a verdadeira experiência da universidade e assim. No entanto, em Aveiro não sei se conseguia também porque é mais longe, não conheço também a cidade e porque estaria mais sozinha. Portanto eu não faço sentido nenhum. Eu falo destes dois sítios porque é onde residem maioria dos cursos em que estou interessada.

Eu no fundo sei que são estratégias evasivas que o meu cérebro arranja para arranjar motivos para eu não ir e para não arranjar nada definitivo porque sei depois que começo logo a stressar e a arranjar mil e uma maneiras de fugir. Eu lembro-me perfeitamente de no ano passado pensar "ok aguentas lá uma semana dizes que não gostas e vens embora", tal era o pânico de ir. E claro que já pensei "será que também rejeito a ida para a universidade (apesar de achar que é o que faz sentido para mim agora) porque no fundo seria uma estratégia de adiar alguma coisa? Trabalhar, crescer, etc etc?".

Eu sei que tenho imenso tempo para pensar nisso, nem devia estar a dar tanta importância a isto agora e devia aproveitar onde (não sítio físico) estou agora, mas ao mesmo tempo o tempo passa a voar (eu sei que é consequência de estar parada também) e o meu cérebro entra em modo turbo. E pronto é isto.

"Um passo de cada vez, um dia de cada vez. Teremos sempre o amanhã para tentar outra vez. Afinal de contas, nenhuma tristeza dura para sempre..."

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@2020 por MissFénix
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