INÍCIO

16-06-2021

Há cerca de uma/duas semana(s) dei o "primeiro passo" para a minha candidatura à faculdade. Consultei as datas em que podia fazer a candidatura e já fiz o pedido da senha da dges. E não vou mentir, ando mais "inquieta" desde que o fiz, como é normal. Tenho notado uma ansiedade mais presente, isto é, dou por mim a sentir-me ansiosa mais vezes; algumas insónias e desmotivação às vezes para seguir com o meu dia, mas pronto tenho conseguido "fazer a minha vida" à mesma.

Mas esta semana está a custar mais um bocadinho do que as outras. Custa-me ir dormir porque primeiro à noite é quando a mente nos leva a todo o lado e, geralmente, gosta de nos levar a sítios mais obscuros; e segundo porque de certa maneira também não quero adormecer porque cada vez mais vou tomando consciência de que a data está a chegar.

Os medos não deixam de lá estar e eu sei (acho) que é normal eles estarem mais à superfície á medida que o tempo passa, e agora reconheço que todos os pensamentos que tenho é a forma do meu cérebro tentar fugir da situação, mais uma vez. Era característico de mim ser uma pessoa insegura, e por acréscimo era muito indecisa nalgumas coisas; e nesta situação dou por mim a balançar de curso em curso (na verdade é mais a ordem deles) sempre a mudar de ideias até que me apercebi que, mais uma vez, é a minha mente a pregar-me partidas para ver se eu volto a fugir.

E não vou mentir, há a possibilidade de voltar a fugir sim, nenhuma hipótese está descartada, mas eu quero pensar que isso não vai acontecer desta vez, porque tenho vindo a aprender a lidar com os pensamentos emoções (acho eu). E, portanto, tenho que me convencer que não adianta pensar em coisas ridículas do género "ali é mais bonito que o outro sítio, não vejo tantas pessoas a fazer amigos neste sítio, etc etc". Tenho que me lembrar que, neste caso, o ser humano é uma pessoa sociável e que vai ser só natural eu encontrar amigos, porque eu sei que mesmo às vezes sendo tímida sou bastante sociável e amigável. E não é gabar isto, é reconhecer-me.

Penso que dado a tudo o que passei, é só natural eu ter estes receios e ainda ter estes mecanismos de tentativa de fuga. Mas preciso de continuar a esforçar-me, como fiz hoje, que o que eu penso está longe da verdade e que é só um monstrinho a tentar assustar-me. É continuar a olhar o monstrinho nos olhos e mostrar-lhe que pode assustar-me, mas eu decido se me escondo ou se continuo à beira dele.

Eu não gosto de deixar os capítulos tão curtos, mas suponho que o que tem de ser dito nem sempre precisa de muitas palavras.

"Um passo de cada vez, um dia de cada vez. Teremos sempre o amanhã para tentar outra vez. Afinal de contas, nenhuma tristeza dura para sempre..."

(O seguimento deste capítulo encontra-se na "pasta" dos "Especiais" e está intitulado de "O fim do princípio")

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@2020 por MissFénix
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